terça-feira, 25 de agosto de 2009

Down

Sinto-me sem graça, vazio.
Sem sentido,
Um pouco cinza.
Passo noites em claro,
E perdi a fome de tudo.
Os dias são chatos,
E meus livros estão velhos e gastos,
Toda distração é um tédio.
Obsolescência.
(Por Marcelo Araujo)

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Caos

Temos apenas uma vida, muito embora façamos o máximo para viver todas as possíveis existências dentro desta fase.
Está aí! Não é que não sou feliz, acho que não me permitimo ser. Talvez devido ao medo de sentir algo que, por ocasião e certeza quase absoluta, terá um fim.
Não sou imortal e nem em meus sonhos mais alucinantes vivenciaria tal absurdo físico, mesmo porque eu seria contraditório. Não acredito em nada eterno e me perco antes que a "felicidade" me encontre, ou o contrário.
(Por: Marcelo Araujo)

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Inferno

Angústia, frustração, terror
Violência sem controle,
Medo.
Anjos armados
um mar de sangue.
Gritos vindo do norte
horizonte em chamas
Criaturas da noite;
sombras e dor...
é o fim.
Chegamos ao Inferno
Estamos todos mortos
perdidos na escuridão
longe de tudo
sofrendo como nunca.
(Por: MarceloAraujo)

"Justeza"

(Foto: Nelson Nascimento)
Leis não se aplicam
Injustiça é fato.
Tenho frases falaciosas
e liberto demônios.

Posso dizer-te tudo
Conduzir a verdade.
Falsear a morte
é a minha vida.

Assassinos serão santos
Depende da interpretação.
Realidades altenativas...
Brincadeiras de Deus.

Nada é absoluto
São delírios tangíveis
Criações retóricas
Inocência provada.

(Por: Marcelo Araujo)

terça-feira, 21 de julho de 2009

Ensaio de mim

Sou confusão,
retrato do absurdo
A incerteza viva.
Iminência de erros
Chama de todos os impulsos.
Criei meus males,
perdi os sentidos
Morri para o mundo.
Bruma de sonhos
A própria sombra do caos.
Cansei das promessas,
senti todas as dores
Amei falsas verdades.
Um inferno pessoal
Caminho de velhos demônios.
(Por: Marcelo Araujo)

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Nós somos...

É impressionante a capacidade que temos de nos transformar. Em todo momento uma nova faceta é criada ou copiada por cada um de nós. Somos a eterna invenção dos segundos que não param de passar e surpreendem em seu resultado final de longos anos.
Quem somos agora, ou já fomos? Como saberemos de que forma reagir? Poderíamos seguir convenções, mas o instinto talvez nos leve a um outro caminho, uma nova forma de encarar as intrigantes realidades que se apresentam diante dos olhos. As mulheres, os homens; os fortes, os fracos; a vida, a morte; nada tem o mesmo significado durante toda vida. Queremos fugir, mas a mudança é real.
A infância nos traz lembranças de fins de semana que eram eternos no "faz de conta" das brincadeiras. Hoje é o início de uma balada que pede, quase sempre, um dia seguinte de ressaca, e toda carga responsável de uma Segunda-Feira.
Sentimos uma espécie de uniformidade e, até mesmo, tédio em nossos dias, meses, anos, etc... A verdade é que nos enganamos com tudo isso e não percebemos nossa própria metamorfose instantânea. Isso talvez nos conforte, é melhor não saber, muito menos ver, os monstros que nos tornamos. Esquecemos os detalhes, prezamos o futuro, perdemos a chance de viver agora e não importa quem somos, o importante é sempre ter mais.
(Por: Marcelo Araujo)

terça-feira, 7 de julho de 2009

Agora

Por que parar e pensar?
Viva deixando viver.
Sinta, permita-se, arrisque.
Erre bastante e cresça.
Perca-se em êxtase.
Simplesmente faça.
Queira, prove, se jogue.
Interagir também é natural.
(não importa como)
Começar de novo,
essa é a lei.
Mudar sempre.
Viver agora.
(Por: Marcelo Araujo)