quinta-feira, 15 de julho de 2010

2012

Estamos separados:
O mundo e eu,
tudo que restou do tempo.
Fim da esperança,
intervalo vazio.
Somos criaturas sem forma
Pura essência,
sem sentido; sem razão.
Suposta existência:
Universo
(Por: Marcelo Araujo)

sexta-feira, 12 de março de 2010

Eu quero, eu quero, eu quero...

Quero papel em branco para desenhar meus dias
Quero ir aonde for para viver o melhor de mim
Quero ser cada fantasia que criei quando em sonho
Quero sentir cada passo, quero espaço
Quero o êxtase do primeiro beijo, do primeiro gozo
Quero teu fogo
Quero um prato de comida na maior fome
Quero acabar com minha sede de você
Quero ser livre para querer ou não
Quero perder os sentidos e cair
Quero entorpecer-me nas horas tristes
Quero saber de mais nada
Quero esquecer da vida e não temer
Quero não pensar
Quero casar com a falsa verdade da eternidade...
Mesmo que só por um dia.
(Por: Marcelo Araujo)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

A queda

É estranho,
Estou certo como nunca mais.
Não tão certo...
Mas aqui jaz
Imóvel, impune, incólume.
Caindo, morrendo...
Perdendo os sentidos.
Esperando o teu olhar frio
Lembro do calor perdido.
Alguém se aproxima
Não entendo...
Sou arrastado
Este caminho não conheço
É escuro, tranquilo
Todas as sombras unidas
Um eterno apagar de chamas
É o meu fim!
(Por: Marcelo Araujo)

Meu verão

Desfaz ressaca toda redenção
Mais um verão.
Eu juro: não queria.
Vejo a vida passar
Mas estou distante, estou só.
Sou o sal das lágrimas
Náusea febril de criança pobre
Gosto ruim de fruta podre
Ponte para recordações
Sentença de condenação.
Acordo com o som de tua voz
Um sonho.
Essa eu mereci.
Destruí todo meu Eu
Agora tudo faz sentido, estou só.
Sou nossa desgraça
Desventura de desejos não realizados
Crepúsculo do que há de bom
Estrada infinita do inferno
A miséria que habita em nós.
(Por: Marcelo Araujo)

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Sono

Está escuro, mas não tenho medo
Sinto frio como de um último suspiro
Ouço o silêncio que a noite traz.
Espero confuso por nada,
Os pensamentos não fazem sentido.
Tudo me parece diferente
Tento tatear meu caminho sem luz.
Procuro um repouso
Sei que posso cair, mas não há medo.
Preciso sair, fugir, entender
Ver o mundo além de mim,
Mas sozinho não consigo.
Busco meu amigo entorpecente
Deito-me para fechar os olhos
E vejo o infinito
A sequência perfeita da não-razão.
As respostas estão aqui...
(Por: Marcelo Araujo)

Santificado seja o teu legado

As sombras perseguem.
É o passado
História de sangue
Máscara de glória.
Condenados...
Mortos em nome do Pai...
Filho...
Espirito de porco.

Segue sempre a regra
Eterno retorno
Vida eterna
Dor e sofrimento.
Condenados...
Mortos em nome do Pai...
Filho...
Espírito de porco.

Almas perdidas passeiam
Vagam sem rumo
No infinito submundo
Poder, alienação, luxúria.
Condenados...
Mortos em nome do Pai...
Filho...
Espirito de porco.

(Por: Marcelo Araujo)

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Reflexo

Desejo, sentido, tato.

Eu sou a fome
A viagem sem volta dos nascidos.
Sou o segredo da noite fria.
O silêncio confuso do sono.

Eu sou a inveja
O impulso dos conscientes
Sou a derrota marcada
A lágrima a razão.

Eu sou o progresso
A evolução da pura alma
Sou teu crime
O violento caminho do saber.

Eu sou Homicídio
Fast-food, petróleo, dinamite
Sou a sarjeta da tua esquina
A verdade por trás de tudo.

Eu sou você.

(Por: Marcelo Araujo)